sábado, 4 de maio de 2013

Força para Servir e Sacrificar-se (Parte II)


No artigo anterior falávamos que a força física natural masculina é apenas um sinal de uma força interior que está baseada na vivência de várias virtudes, sendo que a maior delas é a capacidade de fazer sacrifícios pelo bem do outro, principalmente a capacidade de doar-se totalmente pelo sexo oposto. Não é por acaso que os contos de fada sempre ilustram a imagem de um cavaleiro valente e corajoso que mostra seu valor ao salvar e resgatar uma princesa que se encontra aprisionada numa torre ou correndo grande perigo. É justamente essa capacidade de autodoação através de atributos tipicamente masculinos como a coragem e a bravura é que percebemos a força interior inerente ao sexo masculino. Contudo, essa força interior tem outras aplicações e finalidades que estão além de um simples ato heroico, mas tem a ver com a própria vivência e aperfeiçoamento do amor na vida do homem.
Uma coisa deve ser dita antes de tudo. Os homens, em geral, nem sempre são bem sucedidos em amar as mulheres como elas devem ser amadas. Há várias causas que poderíamos acenar aqui para tentar entender o porque dessa “falha” masculina. Mas duas são as causas principais, diria eu, que geralmente atrapalham ou mesmo impedem o homem de amar uma mulher à altura de sua dignidade. A primeira delas está diretamente ligada ao pecado original que faz com que o homem tente sempre dominar a mulher ou mesmo transformá-la em objeto de sua luxúria. Ou seja, a dificuldade de ver a mulher como uma maravilha da criação divina e, dessa forma, ver nela o amor divino inscrito pelo Criador. A segunda causa consiste na dificuldade de fazer sacrifícios pela mulher. Ou seja, a dificuldade de usar a sua força interior para servi-la da melhor maneira possível e, dessa forma, evitar que se caia na tentação de torná-la um mero objeto de satisfações pessoais.
Por isso, Cristo, a respeito dessa questão, vai muito mais além e afirma: “Eu, porém, vos digo, que todo aquele que olha para uma mulher com luxúria comete adultério em seu coração” (Mt 5,27-28). Para muitos de nós talvez, essa ideia de Cristo de querer purificar cada recanto escondido na nossa mente ou imaginação pode parecer algo impossível de realizar. Ainda mais se considerarmos o mundo em que vivemos hoje, o modo que a sexualidade é apresentada massivamente na mídia e até mesmo o modo liberal que a sociedade a concebe, alguém poderia questionar o próprio Cristo e perguntar se Ele entende exatamente o que pede de nós. Eu diria que Ele sabe exatamente o que pede de cada um de nós. Tenho a certeza que Ele nunca nos pediria para vivermos de uma determinada maneira sem nos dar a graça necessária para cumprir tal exigência.
Sobre isso também, o Papa João Paulo II diz que “Cristo entrega a dignidade de cada mulher como sendo uma tarefa de cada homem”. Fica claro, então, que é responsabilidade e tarefa do homem dar a dignidade devida a mulher. E assim nos narra a Escritura quando descreve a fascinação e o maravilhamento expressos pelo primeiro homem (Adão) diante da primeira mulher (Eva) (cf. Gn 2,23). Essa fascinação ocorre porque naquele momento Adão não vê sua companheira como uma ‘coisa’ a ser usada e conquistada para mera gratificação de seus desejos. Mas ele a vê como um grande dom de Deus. Ele vê nela um convite para amá-la verdadeiramente de tal modo que torne visível o amor de Deus naquele amor entre os dois.
Talvez o problema que enfrentamos hoje em dia seja o fato de que nós homens, em sua grande maioria, não saibamos mais perceber o dom do amor de Deus inscrito nas mulheres. É preciso então, mais do que nunca, reaprendermos a olhar para as mesmas como Deus as criou para ser. Nesse ponto o livro do Cântico dos Cânticos nos ajuda a entender melhor esse ‘olhar’ quando o autor retrata o modo pelo qual o homem se refere à mulher usando a expressão “minha irmã, minha amada” (cf. Ct 4,9). A razão pela qual o homem se refere à mulher dessa maneira é porque ele vê a sua amada como uma de suas irmãs em humanidade. Se trouxermos isso para o nosso cotidiano facilmente entendemos que irmãos (homens) sempre querem o melhor para suas irmãs. Em outras palavras, irmãos não vêem suas irmãs como objetos de posse ou uso.
Portanto, se os homens querem aprender a amar as mulheres verdadeiramente, precisam ver nas mulheres essa humanidade infundida por Deus que as determina primeiramente como irmãs em humanidade e dignidade. Mas querer é apenas uma decisão. E isso é apenas o primeiro passo. É preciso ainda uma total transformação do coração. E isso é um processo. E é somente morrendo para si mesmo é que se consegue isso. É morrendo para si mesmo é que se torna um homem de verdade.
Já falamos em outro artigo que Jesus Cristo é o verdadeiro modelo de masculinidade. Ele é o homem que mais viveu o ‘ser homem’ neste mundo, e isso ele o fez morrendo para si mesmo a fim de dar vida e dignidade à sua esposa, a Igreja. Ele é quem nos revela a perfeição do amor. É através dele que cada homem pode chegar a viver essa perfeição do amor através do uso da força interior que leva cada homem a sacrificar-se e servir. Portanto, é amando as mulheres dessa maneira é que os homens tornam o amor de Deus visível. Um amor que não é abstrato, mas que é um grande desafio para todo homem. Um amor que um dia Deus ensinou a todos os homens através do serviço e sacrifício do seu próprio Filho.
Pe. Idamor da Mota Júnior

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Força para Servir e Sacrificar-se


Após ter concluído uma série de artigos sobre as Catequeses de João Paulo II sobre o amor humano, mais conhecidas como Teologia do Corpo, minha proposta agora é trazer um pouco mais de reflexão sobre a mesma temática com uma abordagem diferente; onde basicamente, serão explorados um pouco mais a fundo as características da autêntica masculinidade e feminilidade de acordo com a antropologia proposta por João Paulo II já vistas anteriormente. E quero, de certa forma, direcionar esses artigos aos jovens que se interessem em aprender um pouco de mais sobre si mesmos. Começaremos hoje adentrando um pouco mais no universo da masculinidade.
Quando comparamos os corpos masculino e feminino, uma das mais óbvias e claras diferenças entre eles está na força física do homem que contrasta com a graça da figura feminina. A força física está sempre associada a masculinidade. E é por isso que, por exemplo, atletas profissionais são sempre reverenciados. Justamente porque eles buscam esse aperfeiçoamento físico para um melhor desempenho de suas atividades. Também os super-heróis são retratados sempre com esse mesmo perfil físico, muitas vezes fora do comum.
No entanto, se pararmos para pensar melhor, o vigor do corpo masculino aponta para uma realidade ainda mais profunda. Ele, na verdade, aponta para e revela uma força interior que o homem possui. Não que as mulheres não sejam possuidoras de tal força interior. Muito pelo contrário, mulheres têm sim uma força interior natural muitas vezes maior que a masculina, o que as faz suportar grandes tribulações com muita coragem. O ato de dar à luz, por exemplo, ilustra muito bem essa força que só a mulher tem.
Mas como dizia anteriormente, o atributo da força física masculina aponta para a realidade onde a verdadeira masculinidade requer uma força interior. E que força interior é essa? São as várias virtudes, tais como, convicção, decisão, iniciativa, perseverança, coragem. Essas entre outras virtudes, definem um homem melhor do que qualquer outra coisa. De fato, é lamentável às vezes encontrarmos homens que se preocupam tanto com a boa forma física, mas parecem tão desprovidos de outras virtudes essencialmente masculinas.
Hoje em dia os atributos físicos são muito valorizados, mas esse valor é superficial. Se um homem não possui uma força interior ele vive, na verdade, uma contradição com o verdadeiro significado do 'ser homem'. Pensemos numa guerra, por exemplo. O valor de um soldado só é revelado sob a pressão de uma batalha. Porque, basicamente, nessa situação não prevalece a força física, mas a interior. Nestas horas os fisicamente mais fortes tremem e os mais humildes e inexpressivos acabam por demonstrar grande coragem e valor.
Dito isto, já podemos perceber que a verdadeira masculinidade está baseada em grandes virtudes. E essas virtudes, geralmente levam o homem a desejar fazer o que é nobre e valoroso. Mas nem sempre essas intenções são puras como podemos achar que são. Nossa mente, nossas vontades, nosso coração, precisam ser moldados de acordo com um modelo existente de masculinidade. E esse modelo tem um nome: Jesus Cristo.
Deus, ao encarnar-se, assumiu uma natureza humana e um corpo humano. E pelo fato de ter assumido um corpo masculino, temos a oportunidade de ver o plano divino para a masculinidade através de Jesus Cristo. E nesse ponto, Jesus Cristo nos ensina, através de sua vida, que a essência da masculinidade está na capacidade de 'sacrificar-se para salvar os outros'. Nisso, Jesus é o modelo de masculinidade para todo homem. Em outras palavras, todo homem (masculino) é chamado a fazer sacrifícios para o bem dos outros, e não para exigir sacrifícios de outros para o seu próprio benefício. O oposto a tudo isso é o homem dominador que não liga para o bem dos outros, mas só procura dominar o outro, principalmente o sexo oposto. Nisso, Jesus nos ensina que "maior amor não há do que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15,13). Ou ainda, São Paulo nos lembra que os 'maridos devem amar suas esposas assim como Cristo amou a Igreja e  entregou sua vida por ela' (cf. Ef 5,25). Portanto, todo homem que tomar esse modelo de masculinidade em Cristo para sua vida entenderá que o verdadeiro amor por alguém, e principalmente pelo sexo feminino, será de auto-entrega, doação e serviço. Um amor que é capaz de fazer sacrifícios e de doar a vida, se assim for preciso.

Pe. Idamor da Mota Jr.

sábado, 30 de março de 2013

Mistérios Devem ser Revelados e não Expostos


No último artigo falávamos do mistério que é intrínseco da alma feminina e de que como esse mistério deve ser guardado como algo sagrado e deve ser aproximado com reverência e gratidão. Esse mistério feminino revela na sua profundidade a dignidade da mulher. Hoje em dia esse mistério parece estar totalmente desvelado por causa dos conceitos e contra-valores que se inseriram na sociedade atual. Como se chegou a esse ponto? O que deve ser resgatado?
Analisemos sob o seguinte ponto de vista. Por causa dos efeitos do pecado original uma mulher pode deixar de lado sua natureza misteriosa, – e isso reflete geralmente no seu corpo e na sua sexualidade – e preferir aceitar satisfações passageiras da parte daqueles que não a olham mais com reverência. Hoje em dia a mulher, em geral, não conhece mais esse mistério interior que possui e porque não sabe mais onde reside sua dignidade, ela sente um vazio interior que geralmente não percebe, então ela começa a buscar algo que a preencha interiormente. Ao invés de esperar para revelar-se no tempo certo e para quem é digno de tal, ela se expõe para aqueles que não têm direito de vê-la. Esse processo de desconstrução da sua própria dignidade pode começar com a falta de modéstia no vestir e no falar, mas gradativamente vai progredindo até alcançar o flerte sensual e a exposição total de seu corpo e sua sexualidade. Nesse processo, a mulher pode achar-se muito confiante do que está fazendo e pensar que está no controle da situação até ao ponto de achar que, fazendo do seu corpo e de si mesma um objeto de desejo sexual, ela se torna muito mais importante e mais “mulher”. Mas isso, no fundo, só revela a sua insegurança pessoal. Ao não se dar conta do seu grande valor e de sua verdadeira dignidade ela, muitas vezes, aceita ser tratada sem reverência alguma em relação ao mistério que existe em si mesma. Daí ela ser tratada, na ótica masculina machista e vulgar, como um “entretenimento ambulante”, algo a ser cobiçado e “usado”.
Infelizmente, a mídia moderna contribui para saturar o público feminino mais jovem com a mensagem de que seu valor é determinado através de como reagem os homens em relação à sua pessoa. E essa reação é sempre no sentido da sensualidade. Daí a massiva exposição do corpo feminino como mercadoria e atrativo de publicidade em quase tudo que se vê na mídia. Ao receber essa mensagem, a mulher, meio que inconsciente, vai buscar sempre usar seu corpo como um meio de receber essa afirmação que ela tanto busca. Com relação a isso a escritora norte-americana Wendy Shalit escreveu: “Não há mais nenhum mistério envolvido em matéria de sexo – simplesmente se espera que tudo tenha uma conotação sexual. Não há mais nada a se esperar ou desejar. Alguém que está quase nua em frente de estranhos... tem muito pouco a revelar ao seu amado” (Wendy Shalit, A Return to Modesty, p. 175).
A verdade é que, quando o segredo mais profundo da intimidade de uma mulher é revelado ou tomado à força, ela pode achar que não resta mais nada a oferecer, então começa a agir como se esse segredo não existisse mais. Mas ao contrário do que se pensa, esse segredo da intimidade feminina permanece vivo dentro dela, porque pertence a ela, e é dom de Deus. Nesse caso, a mulher precisa saber que ela ainda não se revelou completamente a alguém, porque seu mistério ainda não foi esgotado. Um dom só é dom quando dado com total consentimento. Nesse caso, seu maior dom a ser oferecido é o seu próprio ser. E se esse dom de seu mistério não foi realizado conscientemente dentro da atmosfera sagrada que deve acontecer, ela não perdeu sua dignidade enquanto mulher. Feridas podem ser curadas e pecados podem ser redimidos. O que uma vez foi uma forma distorcida de buscar amor através da falta de modéstia no vestir-se e da exposição do corpo e da sexualidade, pode tornar-se, através do resgate da verdadeira dignidade, um convite para se viver um autêntico amor. Até o desespero pode ser transformado em esperança quando uma mulher descobre seu incomensurável valor que reside dentro de si, não importando o seu passado. Tudo depende de como ela vê a verdade de quem ela é aos olhos de Deus, e não dos homens. E Deus confiou a ela a missão de ser a mestra de seu próprio mistério. Esse mistério revela uma coisa e uma única coisa: que a mulher merece ser amada verdadeiramente. Uma vez ciente desse mistério íntimo inscrito em seu próprio corpo e sabendo de seu tremendo valor, ela revela-o somente ao homem que está a altura de amá-la dignamente, ao homem que está disposto a doar sua própria vida por ela para sempre, ao homem que é digno de ser seu marido.

Pe. Idamor da Mota Jr

Um Mistério a Ser Revelado


       No artigo anterior falávamos sobre uma característica que é própria da masculinidade: a força física que é sinal da força interior de doar-se por alguém ou alguma causa. Agora vamos nos aventurar a adentrar no universo da feminilidade. E o ponto a ser explorado inicialmente diz respeito ao mistério que envolve o ‘ser mulher’.
Hoje em dia, a palavra ‘mistério’ é frequentemente mal interpretada como se fosse algo que não conseguimos explicar ou que não faz sentido algum para a razão humana. Mas pelo contrário, a palavra ‘mistério’ significa que podemos sim conhecer algo sobre o objeto envolto no mesmo, o que não implica que conheceremos tudo sobre ele. Porque se soubermos tudo sobre o ‘mistério’, ele deixa de ser ‘mistério’. Um mistério pode então ser definido como algo parcialmente escondido por causa de sua grande profundidade e grandiosidade. Essa definição de mistério é plenamente aplicada para Deus. Deus está velado aos nossos sentidos, mas não completamente. Ele se revela a nós constantemente e nós O conhecemos graças a essa revelação, mas não conseguimos esgotar esse conhecimento Dele por causa de Sua grandiosidade.
Dito isto, podemos afirmar que essa definição de mistério pode ser também aplicada às mulheres. A mulher, pela sua própria natureza, possui um mistério. Essa qualidade da mulher não é somente revelada através de sua personalidade feminina, mas também é algo que está estampado em seu próprio corpo. Pensemos na anatomia feminina. O fato de ter seus órgãos reprodutores escondidos dentro do seu próprio corpo já se refere a algo profundo e misterioso, algo que é pessoal e íntimo. Assim, o corpo da mulher revela verdades profundas sobre quem ela é enquanto pessoa.
Passemos a outra analogia. Se tomarmos a Bíblia como referência percebemos que a presença do sagrado está sempre envolta em mistério. No Antigo Testamento, por exemplo, encontramos a   Arca da Aliança. Dentro dela estavam guardadas as Tábuas da Lei onde estavam inscritos os Dez Mandamentos. Estes eram os objetos mais sagrados para o Povo de Israel guardados num Santuário especialmente construído para isso (o Santo dos Santos). Eram tão sagrados e misteriosos que ninguém ousava tocá-los ou mesmo vê-los, exceto os Sumo Sacerdotes que eram destinados a entrar nesse lugar sagrado uma vez ao ano. Isso nos mostra que o propósito de Deus velar a si mesmo não é o de esconder-se dos homens, mas sim de revelar Sua santidade e sacralidade.
Podemos também aplicar esse princípio à mulher, uma vez que ela é criada à imagem e semelhança de Deus, ela carrega também dentro de si esse mistério do sagrado. Contrário a todos os conceitos de moda correntes na sociedade de hoje, quando uma mulher decide cobrir seu corpo com roupas modestas e adequadas, ela o faz não porque está escondendo seu corpo dos homens. Pelo contrário, ela está mostrando aos homens a sua dignidade. Dignidade esta que, infelizmente, muitas mulheres e jovens de hoje perderam completamente o sentido. Da mesma maneira que Deus velava sua glória diante dos israelitas para revelar sua sacralidade, a mulher também deve revelar ao mundo, através de seu comportamento e de suas vestimentas, que ela é sagrada.
No livro dos Cânticos dos Cânticos encontramos uma expressão que aponta para essa dimensão feminina: “Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada” (Ct 4,12). Aqui, o corpo feminino é chamado de ‘jardim fechado’. Esta expressão, segundo os estudiosos, significa que o jardim permanece fechado para manter à distância aqueles que não têm o direito de estar presentes nele. “Fonte selada” também, no contexto antigo, significava manter lacradas as entradas dos poços, a fim de garantir uma água pura, sem contaminações.
Todas essas metáforas não querem dizer que o corpo e alma feminina são inacessíveis. Pelo contrário, elas mostram que o mistério feminino está aberto somente para aquele que é digno de entrar no mesmo. Portanto, todo aquele que quiser aproximar-se desse mistério feminino, sob a ótica do amor infundido pelo Criador, deve aproximar-se com ‘temor e tremor’, pois trata-se de um lugar sagrado. Os homens, de maneira especial os maridos, deveriam lembrar-se que é preciso a permissão de Deus para que eles possam adentrar nesse terreno sagrado. Para nossa interpretação cristã, essa permissão chama-se ‘Matrimônio’, onde o casal recebe as bênçãos de Deus para tornarem-se ‘uma só carne’. E uma vez obtida essa permissão, que os maridos se aproximem do mistério feminino sempre com reverência e gratidão. Pois trata-se de um mistério de amor que expressa não só a comunhão dos esposos entre si, mas a comunhão deles com o Criador.


Pe. Idamor da Mota Jr